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Série “Dom João VI no Brasil”

Êta seriezinha mentirosa hein! Bom, mas acho que saber o que é mentira também enriquece. Mas o verdadeiro imperador do Brasil foi e sempre será Barão de Mauá!

Com 12 episódios de curta-duração, a série Dom João no Brasil é baseada no livro de história em quadrinhos Dom João Carioca – a Corte no Brasil, escrito pela historiadora Lilia Schwarcz e pelo desenhista Spacca. A série usa recursos de animação para contar a saída da família de Portugal, narrar a viagem pelo Atlântico e retratar seu cotidiano no Rio. Os simpáticos personagens da cartunista Spacca freqüentam as festas e rituais da Corte, participam das missões artísticas e científicas, dos casamentos e coroações e também de episódios históricos como a Rebelião do Porto, em Portugal.

Meu muito obrigado ao usuário alexrodrigues43 do Youtube, por ter organizado esta playlist, valew!

A colonia que virou metropole – Episodio 8

Bom lembrar que este videozinho tá babando muito ovo, quem era Dom João perto de Barão de Mauá. Dom João e seu filho eram apenas uns ladrões arrogantes perto dele, verdadeiramente brasileiro!

Em 1808, Dom João permite a instalação de fábricas no Brasil e cria o Banco do Brasil. Mas o fim da proibição não basta para que uma nação se industrialize da noite para o dia.

Nesse episódio, destacamos a participação de Dom Rodrigo nas decisões políticas. O ministro, que tendia para os interesses da Inglaterra, tentava convencer o Príncipe pelo término do comércio de escravos, mas D. João temia desagradar traficantes, donos de engenho e mineradores, pois todos lucravam com o tráfico e foi irredutível. Só em 1850, 24 anos depois da morte de D. João, é que o tráfico foi proibido pela Lei Eusébio de Queiróz.

Ao final de cada episódio sempre destacamos uma ilustração de época. Neste, mostramos a gravura “Navio negreiro” retratada pelo pintor alemão Johann Moritz Rugendas.

Vídeo promocional do Livro “1808″, de Laurentino Gomes

Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu.

Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colônias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita, muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal.

D. João VI foi o único soberano europeu a visitar terras americanas em mais de quatro séculos e foi quem transformou uma colônia num país independente.

No entanto, o seu reinado no Brasil padece de um relativo esquecimento que, quando lem brado, é tratado de forma caricata.

Mas o Brasil de D. João VI não se resume a episódios engraçados. A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas e escravidão formaram o cenário no qual se deu a mudança da corte portuguesa e a sua instalação no Brasil.

O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver os seus protagonistas à dimensão mais correcta possível dos papéis que desempenharam há duzentos anos.

Como se verá, estes personagens podem ser, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, incluindo alguns actuais.